quinta-feira, 24 de março de 2011

Começamos homenageando nosso querido professor Generino Gabriel de Jesus.



Em memória dos menores mortos por
policiais na Candelária(Rio), em
julho de 1993.

Meninos de rua
Filhos do desprezo,
Filhos da incoerência
Filhos da irresponsabilidade de um país.
Que culpa têm eles?
Como condená-los?
Que país lhes oferecemos?
Que país é esse?
Meninos de rua
Filhos da solidão
Filhos do descaso
Filhos do comodismo.
Não podemos condená-los
Se nada fazemos para ajudá-los.
Que policiais são esses
Que assassinam menores
Sem, ao menos, dar-lhes
O direito de defesa?
Será que eles têm filhos,
Ou são movidos pelo instinto
Da inconsciência e da impunidade?
Esse é o dramático retrato
De um país delinquente
De seres brutais
Em pleno século XX.

Poema escrito em 31 de setembro de 1993.
Livro Segredos da Solidão, pág. 43.
GENERINO GABRIEL

Bullying.


Eu não consigo ficar mais aqui,
Eu não consigo mais suportar as pessoas olhando pra mim,
Eu não consigo mais suportar as pessoas falando de mim.
Tudo está tão insuportavel,
Eu não consigo relevar mais nada,
Eu apenas queria ir embora,
Eu apenas queria deixar de me importar.
.
As feridas que as palavras "deles" me causaram já estão grandes demais,
Ninguem se importa com a dor que estou sentindo,
E eu não consigo não parar de ouví-los,
Dizendo o que acham de mim,
A maioria com percepções erradas,
Mas já cheguei a um ponto que isso não é mais relevante,
Tudo dói, tudo machuca,
Qualquer palavra é motivo de dor.
Qualquer palavra é motivo pra minha tristeza.
E eu não sei mais o que fazer pra diminuir esse sofrimento.
Vou ter que apenas esperar tudo acabar.
.
.
.
Diga não ao bullying,
Diga não ao preconceito,
Diga não as pessoas que tentam rebaixar as outras com palavras,
.
Palavras mal usadas são armas bem recarregadas para fazer vitimas.